Seminário Infraestrutura no Brasil: Oportunidades e Investimentos nos próximos 10 anos

02 dez

A FGV Projetos, junto com o media partner Washington Post, realizou em São Paulo, na última terça-feira, o seminário “Infraestrutura no Brasil: Oportunidades e Investimentos nos próximos 10 anos”, com o objetivo de analisar os problemas e desafios existentes no setor de infraestrutura, discutir perspectivas e propor soluções para a próxima década. Entre os palestrantes estavam o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco; o secretário de Planejamento e Desenvolvimento de São Paulo, Julio Semeghini; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima; o diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, Rodrigo de Azeredo Santos; o diretor da FGV Projetos, Cesar Cunha Campos; e o diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni.

Em sua apresentação, o diretor da FGV Projetos afirmou que, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PIB mundial deve duplicar até 2030 e quadruplicar até 2050, muito influenciado pelos países emergentes. E o setor de transportes deve crescer nessa mesma dinâmica, demandando, entre 2015 e 2030, investimentos na ordem de US$ 6,5 trilhões. “Para que o país melhore a competitividade, a qualidade e disponibilidade de infraestrutura, e também reduza o ‘custo Brasil’, é essencial que invista em infraestrutura de transportes”, afirmou.

Cesar Cunha Campos apresentou como propostas para o desenvolvimento da infraestrutura de transportes no Brasil o fortalecimento do planejamento integrado e sistêmico; a ampliação da capacidade de desenvolvimento de projetos; a atração de investimentos público-privados; e a ênfase na gestão, regulação e governança.

Já para o ministro Moreira Franco, as atenções nos próximos anos devem se voltar para as questões micro. “O nível de demanda, pelo próprio avanço da tecnologia, exigirá evoluções que não são macro. A genialidade, o talento, o brilho, estará naquele que conseguir soluções para resolver problemas muito concretos. Acredito ser fundamental ter encontros como este, em instituições com a tradição da FGV, porque nós vamos precisar de muito talento, muita mão de obra qualificada para resolver as questões micro que poderão acelerar ou atrasar o avanço da infraestrutura brasileira”, afirmou o ministro.

O diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, Rodrigo de Azeredo Santos, apresentou experiências internacionais de Parcerias Público-Privadas (PPPs), comparando cases da Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. A Espanha, por exemplo, tem atualmente mais de 200 parcerias do gênero, ultrapassando €$ 50 bilhões em investimentos. Segundo Rodrigo de Azeredo Santos, o procedimento de contratação relativamente simples e rápido, o marco jurídico estável e a disponibilidade de financiamento contribuem para que o modelo de PPPs seja bem sucedido no país e para que ali tenham se instalado algumas das maiores empreiteiras e gestora de concessões públicas do mundo.

Por sua vez, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento de São Paulo, Julio Semeghini, destacou oportunidades de investimentos e grandes projetos de infraestrutura no estado, como a duplicação da Rodovia dos Tamoios, que deve gerar investimento de R$ 5,6 bilhões entre 2011 e 2016. E o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima, apresentou o panorama dos investimentos na infraestrutura turística do país, abordando o contexto da Copa do Mundo de 2014 e apontando a projeção estimada para a próxima década.

Esta foi a primeira edição dos “Seminários Infraestrutura no Brasil”, que também teve como palestrantes o CFO da Odebrecht TransPort, Marcelo Feldberg; o especialista em aeroportos da FGV Projetos, José Bento do Amaral; o especialista em logística portuária da FGV, Manoel Reis; e o correspondente do Washington Post, Dom Phillips.

Clique aqui e confira as fotos do evento

 

Video: